LIDERANÇA

LIDERANÇA

“O QUE É LIDERANÇA E O QUE NÃO É ”

Liderança não é baseada em personalidade, habilidades naturais, nem por ter uma grande vontade, ou querer liderar por não ter alguém que o faça.

O treinamento de um líder não é em alguma academia ou faculdade, não. É sob o pó dos pés do Mestre. É quando Ele o leva ao deserto, em algum lugar desconfortável. Isto é, homens que Deus escolheu, pois eles estarão lidando com coisas relacionadas ao Reino do Espírito.

Seu treinamento é um processo de esvaziamento de si mesmo. É uma forma de Deus lapidá-lo, tirando o que há de excessivo, circuncidando o coração, deixando manifestar as marcas de Cristo em suas vidas.

Estar sob um comissionamento de Deus é algo que a maioria não entende, pois muitos o julgarão no plano natural, e não entenderão porque tal homem é assim. Quando Deus chama alguém para alguma obra, é comum para tal pessoa não conseguir ver o que se encontra dentro dela. Por isso Deus é atraído até ela. É algo paradoxal, é como se Deus dissesse: eu estou precisando de ti, vai em  tal e tal lugar, diga para eles isso e aquilo...

Porém Deus vê em nós o que nós mesmos não conseguimos ver. Eis o porque de o próprio Deus treinar seus homens.

Ao caminhar mais perto do Senhor e da Sua vontade, o verdadeiro homem chamado por Deus não será popular, não será bem aceito. Muitos não o compreenderão, muitos o abandonarão.

O verdadeiro líder agirá em torno da Palavra, e nem sempre o caminho será fácil, pois terá que ficar muitas vezes só. E esse é um preço a ser pago: ficar só. Isso é uma forma de treinamento.

Lembra do chamado de Moisés, Senhor, manda outro em meu lugar? Mas, ao mesmo tempo, tal homem está rendido ao Senhor que quando atende ao chamado e se coloca na brecha pelo povo, dizendo: Senhor, se matares esse povo, mata-me também. Isso não procede do próprio homem. É uma compulsão sobrenatural, é algo que só Deus e ele mesmo sabe, o que sucede dentro dos que são chamados. É um segredo pessoal entre Deus e Seu servo.

Todo servo de Deus tem suas angústias e aflições secretas. Olhe Jeremias, olhe Oséias, olhe Paulo, olhe o próprio Cristo. E, contudo, um líder servo inspira coragem, confiança. Ele quer ver o povo mais perto do Senhor.

Homens chamados para missões, onde ele mesmo diminui, e Cristo cresce. Homens não vistos por olhos naturais, que não são atraídos pelas recompensas artificiais que tantos estão correndo atrás.

Homens nomeados por homens estarão sempre na dependência dos homens. Quem nomeou João Batista? Quem nomeou o apóstolo Paulo? Deus é quem seleciona, pois, para cada ministério, Deus tem o homem certo. Para cada era da igreja ( Apoc. 2 e 3 ), Deus tem o mensageiro certo. Através das eras da igreja, Deus deu-se a conhecer através dos Seus mensageiros. E quando Deus conclui uma determinada era da igreja, Ele prossegue com outra era, e com outro mensageiro. E, como sempre, a tendência dos homens é ficar ao redor de um mover que teve o seu fim, e acabam rejeitando o mover seguinte do Espírito Santo. Vemos isso nos dias de Israel, quando Deus levantou juízes e libertadores.

No livro AS Sete Eras da Igreja – A Era Da Igreja de Pérgamo, parágrafo 130, o irmão Branham diz:

Você se recorda que eu expus na Era de Éfeso que a palavra "Nicolaíta", vem de duas palavras gregas: "Nikao" que significa "conquistar", e "Leo" que significa o "Laicalismo", isto é, os leigos. Nicolaítas significa, "conquistar o laicalismo". Ora, por que isto é uma coisa terrível? É terrível porque Deus nunca colocou Sua igreja nas mãos de uma liderança eleita a qual  muda com a mente política. Ele tem deixado Sua igreja sob os cuidados de homens ordenados por Deus, cheios do Espírito, vivendo a Palavra, que lideram ao povo alimentando-os na Palavra. Ele não separou o povo em classes de modo que as massas fossem guiadas por um sacerdócio santo. É verdade que  a liderança deve ser santa, mas igualmente o deve ser toda a congregação. Além disso, não há nenhum lugar na Palavra onde sacerdotes ou ministros ou tal mediador entre Deus e os homens, nem existe um lugar onde eles sejam separados na adoração ao Senhor. Deus quer que todos O amem e O sirvam juntos. O Nicolaitismo destrói estes princípios e em contraposição separa os ministros do povo e faz dos líderes senhores sobre o povo ao invés de servos. Ora, esta doutrina verdadeiramente começou como uma obra na primeira era. Parece que o problema estava em duas palavras; "anciãos" (presbíteros) e "supervisores" (bispos). Embora a Escritura mostre que haviam vários anciãos em cada igreja, alguns começaram (entre eles Inácio) a ensinar que  a idéia de um bispo era um com preeminência ou autoridade e controle sobre os anciãos. Ora a verdade da matéria é que a palavra "ancião" significa quem a pessoa é, enquanto que a palavra "bispo" significa o ofício da mesma pessoa. O ancião é o homem. Bispo é o ofício do homem. "Ancião" sempre tem e terá sempre referência simplesmente à idade cronológica do homem no Senhor. Ele é um ancião não porque seja eleito ou ordenado, etc, mas porque ele é mais velho. Ele é mais maduro, treinado, não um noviço, de confiança por causa da experiência cristã. Mas não, os bispos não se prendem às epístolas de Paulo, mas ao invés disso vão ao registro de Paulo do tempo que ele chamou os anciãos de Éfeso a Mileto em Atos 20. No verso 17 o relatório declara, "os anciãos" foram chamados e depois no verso 28 eles são chamados bispos. E estes bispos, (sem dúvida, de mentalidade política e ansiosos pelo poder) insistiram que Paulo tivesse dado a significação de que "supervisores" eram superiores ao ancião local com capacidade oficial somente sobre sua própria igreja. Para eles um bispo estava agora com sua autoridade estendida sobre muitos líderes locais. Tal conceito não era nem Escriturístico nem histórico, porém até mesmo um homem da estatura de Policarpo inclinou-se em direção a tal organização. Assim, aquilo que começara como uma obra na primeira era se tornara agora uma doutrina literal e assim o é hoje. Os bispos reivindicam ainda o poder de controlar homens e lidar com eles como desejam, colocando-os onde bem entendem no ministério. Isto nega liderança do Espírito Santo que disse, "Aparta-me a Paulo e a Barnabé para a obra que os tenho chamado". Isto é anti-Palavra e anticristo. Mateus 20:25-28:

Então Jesus, chamando-os para junto de si, disse:  Bem sabeis que pelos príncipes dos gentios são estes dominados, e que os grandes exercem autoridade sobre eles.

Não será assim entre vós; mas todo aquele que quiser entre vós fazer-se grande seja vosso serviçal;

E qualquer que entre vós quiser ser o primeiro seja vosso servo;

Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos. Mateus 20: 25-28.

Vós porém, não queirais ser chamados Rabi, porque um só é o vosso Mestre, a saber, o Cristo, e todos vós sois irmãos.

E a ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus. Mateus 23: 8 - 9.

Aos presbíteros que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles, e testemunha das aflições de Cristo, e participante da glória que se há de revelar: apascentai o rebanho de Deus que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa de glória.  ( I Pedro 5: 1 ao 4 )

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